Plebeia phrynostoma
De MediaWiki - Cultura Apicola
| Plebeia phrynostoma | ||||||||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Vista Frontal | ||||||||||||||||||||||
| Clasificación científica | ||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||
| Nombre binomial | ||||||||||||||||||||||
| Plebeia phrynostoma Moure, 2004 | ||||||||||||||||||||||
| phrynostoma
|
|---|
Pertence ao grupo de espécies com o ninho em favos superpostos e cobertos por lâminas de cera e, tem de peculiar, uma entrada em longa fenda transversal (Fig. 4) formando a abertura estreita da colmeia.
Operária pequena com o comprimento total aproximado de 3,7 mm; a asa anterior de 3,6 mm; largura e comprimento da cabeça 1,6:1,4 mm; largura do T2 1,40 mm. Preta, com desenhos amarelos bem desenvolvidos (Fig.3): estrias orbitais nos 2/5 inferiores mais largas que o diâmetro do escapo (1,6:1,0) quase subparalelas às órbitas, depois no terço médio tão larga como o escapo, estreitando-se para cima e terminando mais adelgaçada aos 5/7 da órbita, cobrindo abaixo das fóveas tentoriais toda área parocular. O clípeo amarelo com uma larga faixa apical um pouco mais escura e sem a estria preta no bordo apical porém com um pouco de fusco aos lados da barra média cremosa (há alguma variação de acordo com a maturidade dos exemplares); um trapézio imperfeito na área supraclipeal; todo o labro amarelo e também a grande parte da mandíbula, esta com mancha preta basal e levemente parda na porção distal e com o bordo escuro acompanhando as margens superior e apical, incluso os dentes da mandíbula; todo escapo amarelo. No tórax são amarelos o pronoto e os lobos pronotais; as estrias laterais do mesoscuto um pouco mais estreitas que o diâmetro do escapo, quase chegando ao bordo anterior e tocando as axilas; estas inteiramente amarelas; o escutelo cremoso e com todo o bordo posterior marginado de um amarelo mais vivo. As tégulas amarelo-translúcidas com uma estria oblíqua amarela; as asas hialinas, iridescentes; a venação e estígma mais para o ocráceo. As pernas anteriores e médias amarelentas, as posteriores com a metade distal e os basitarsos um pouco pardos. Abdome amarelo, com as margens de T1-5 pardo-escuras; no T2,(no tergito com cerca de 0.35 mm desde o grádulo à margem apical, a faixa parda marginal ocupa cerca de 1/3 = 0.116 mm desse comprimento), em T3-5 a faixa marginal continua com a mesma largura diminuindo a faixa amarela basal; em T1 a faixa parda mais bem definida, um pouco alargada para o meio com as margens do desenho pardo convergentes e o ápice da convergência quase atingindo o bordo da cavidade basal.
Pilosidade curta e esbranquiçada na face, sem chegar a cobrir os espaços lisos; um pouco mais densa nas genas, porém os pêlos muito curtos; no vértice os pêlos mais longos com aproximadamente 100-120μ; no escapo curtos, cerca de um terço do diâmetro do escapo(40μ). No mesoscuto semelhantes aos da fronte, com pêlos mais longos e plumosos nos cantos anteriores (140μ) e no escutelo, alguns até 240μ; nos mesepisternos mais claramente curto-plumosos. No propódeo a área basal praticamente glabra e nos flancos com a plumosidade mais evidente. T1 inteiramente glabro; T2 na faixa marginal com alguns pelinhos esparsos; em T3 e seguintes na faixa marginal com o pontilhado e pilosidade progressivamente mais desenvolvidos; T6 todo esparsamente piloso.
Pontuação toda pilígera; na fronte com intervalos lisos um pouco mais de 2dp; muito parecida nas paroculares; mais densa abaixo da depressão e ao longo do sulco frontal; no clípeo e supraclipeal igual, com alguns pontinhos cerdígeros mais evidentes; nas genas um pouco mais densa. No mesoscuto bastante semelhante à da fronte, os intervalos lisos cerca de 2 dp; no escutelo mais esparsa, chegando os intervalos a 4-5 dp no disco; nos mesepisternos como no mesoscuto, porém um pouco mais granulosa parecendo mais densa; nos metepisternos mais delicada. No propódeo, a área basal e atrás sem pontos; nos flancos moderada; ao longo do meio da área basal uma saliência estreita, alongada e bem delimitada por fino sulco, ligada basalmente a uma série grande de carênulas basais. Os três primeiros tergos muito lisos na base e com micro-aréolas muito delicadas, esbatidas, na margem do T1; a parte basal amarela lisa e polida, a marginal com uma faixa parda; as faixas pardas em T2-3 fracamente transverso canaliculadas; em T4-5 a base amarela lisa, o canaliculado mais evidente na faixa parda apical.
Cabeça (Fig. 3) mais larga que longa (160:140); comprimento e largura do olho 110/48; a interorbital máxima um pouco maior que o comprimento do olho (106:112:80); distâncias interocelares (28:24: o diâmetro do ocelo médio 16); com uma forte carena preoccipital bastante para baixo atrás do vértice e das genas; clípeo tão longo como a metade da sua distância ao ocelo médio (40:80); mandíbulas bidentadas e entre os dentículos o recorte em arco; o labro abaulado; o escapo das antenas pouco menos longo que seis vezes seu diâmetro (56:10) e os pelinhos esparsos pouco mais longos que um terço do diâmetro do flagelo, a distância alveolocelar 70.
Escutelo muito curto, cerca de três vezes mais largo que longo (12:35), em arco muito rebaixado. Célula marginal aberta no ápice (120:36) e o estigma moderado (65:14); as asas posteriores com 5 hâmulos. Tíbias posteriores quase quatro vezes sua largura (115:30; os basitarsos duas vezes mais longos que largos (60:30), com o bordo posterior mais recurvo na metade distal e o canto posterior arredondado. A área basal do propódeo um pouco mais longa como o escutelo, tendo, ao longo do meio e quase chegando à borda posterior, uma saliência estreita bem delimitada por fino sulco, alargada basalmente e ligada a uma série de carênulas basais convergentes para sua base e quase chegando ao bordo apical.
Holótipo. BRASIL. Espírito Santo: Venda Nova do Imigrante (BR-262), 06-VI-1993, D. S. Aidaz (DZUP). Parátipos: 14 exemplares com os mesmos dados do holótipo; 3 de Paraju, ao noroeste de Domingos Martins, ES, 05/III/1967, Antenor Ramos Pinto (DZUP).
Os ninhos (Colônia 135) estão sendo mantidos no campus da Universidade Federal de Viçosa, MG, Departamento de Biologia Geral, “Apiário do Prof. Lúcio de Oliveira Campos”.
Esta espécie recebe, nos Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, o nome de “boca de sapo”, devido ao formato da entrada do ninho, em longa fenda transversal (Fig. 4). Esta denominação popular sugeriu-nos o nome dado à espécie “phrynostoma”, de origem grega que significa: phrynós = sapo + stoma = boca. Ainda que pequenas, são abelhas muito agressivas. Basta tocar no tronco deitado onde está o ninho para que saiam em grande número em busca do agressor; embora não possam causar dano, por não terem ferrão, são muito incômodas quando se agarram ao cabelo.
Agradecimentos. Meus agradecimentos pela leitura e correções do original ao Prof. Albino Morimasa Sakakibara; pelas fotos dos tipos à Favísia Freitas de Oliveira e pelas fotos dos ninhos, revisão final do texto e rearranjo da estampa ao Prof. Gabriel A. R. Melo.
Bibliografía
- Jesus Santiago Moure. (2004). Duas espécies novas de Plebeia Schwarz do Brasil (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae). PDF 354 Kb. Rev. Bras. entomol., Jun 2004, vol.48, no.2, p.199-202.


